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Qual melhor seguro residencial? 7 erros para evitar na escolha

Descubra qual melhor seguro residencial para sua casa e veja 7 erros que podem fazer você escolher uma cobertura inadequada.

Melhor seguro residencial? Não contrate sem conferir isso

(Imagem: divulgação/reprodução por I.A)

Está pesquisando qual melhor seguro residencial? Antes de escolher pelo preço, vale um alerta: a apólice mais barata nem sempre oferece a proteção que você precisa.

Um seguro pode custar menos porque tem menos coberturas, limites de indenização menores ou mais exclusões.

E ninguém quer descobrir isso depois de um incêndio, dano elétrico, roubo ou alagamento.

Por isso, neste guia, você vai conhecer 7 erros que devem ser evitados na hora de escolher um seguro residencial.

Qual melhor seguro residencial para cada imóvel?

Não existe um único seguro residencial que seja o melhor para todo mundo. Uma casa tem riscos diferentes de um apartamento.

E um imóvel em uma região sujeita a alagamentos pode precisar de uma proteção diferente de outro localizado em uma área com menor exposição a esse tipo de evento.

Segundo a Susep, o seguro residencial pode reunir diversas coberturas, como:

  • incêndio;
  • danos elétricos;
  • roubo e furto;
  • impacto de veículos;
  • alagamento;
  • vendaval;
  • quebra de vidros;
  • responsabilidade civil familiar.

Por isso, o melhor seguro é aquele que faz sentido para a sua realidade.

O que comparar antes de contratar?

A princípio, antes de olhar o preço, compare:

  • coberturas;
  • limites de indenização;
  • exclusões;
  • franquias;
  • assistência residencial;
  • valor do seguro;
  • condições para acionar a cobertura.

Além disso, só depois faça a comparação de preços.

Por fim, isso evita comparar uma apólice completa com outra que simplesmente oferece menos proteção.

7 erros ao escolher o melhor seguro residencial

Agora vamos aos principais erros que podem fazer você economizar na contratação e gastar muito mais depois.

1. Escolher o seguro apenas pelo preço

Esse é um dos erros mais comuns. Ao receber duas propostas, é natural escolher a de menor valor.

Mas existe um problema: preço baixo não significa, necessariamente, melhor custo-benefício.

Imagine duas opções:

ItemSeguro ASeguro B
Preço anualR$ 400R$ 550
IncêndioSimSim
Danos elétricosNãoSim
Roubo/furtoNãoSim
VendavalSimSim
AssistênciaBásicaAmpliada

O Seguro A custa menos. Mas também oferece menos proteção. Por isso, compare primeiro as coberturas e depois o preço.

2. Contratar limites de cobertura muito baixos

Não basta a apólice dizer que determinado risco está coberto. Você também precisa saber quanto poderá receber em caso de sinistro.

Imagine que sua apólice tenha cobertura para danos elétricos. Mas o limite contratado não seja suficiente para cobrir seus principais equipamentos.

Nesse caso, parte do prejuízo pode ficar por sua conta. Por isso, confira os limites de cada cobertura antes de contratar.

Isso é especialmente importante para quem possui:

  • televisão;
  • computador;
  • geladeira;
  • máquina de lavar;
  • ar-condicionado;
  • outros equipamentos de maior valor.

Além disso, ter cobertura não é a mesma coisa que ter cobertura suficiente.

3. Ignorar as exclusões da apólice

A princípio, esse erro pode causar uma surpresa desagradável.

Você vê que o seguro oferece determinada cobertura e imagina que qualquer situação relacionada estará protegida.

Não é necessariamente assim. Isso porque as condições do contrato determinam quais eventos estão cobertos e quais estão excluídos.

Por isso, procure entender:

  • o que está coberto;
  • o que não está coberto;
  • quais são as condições;
  • quais documentos podem ser exigidos;
  • quais situações possuem regras específicas.

Ou seja, se você não sabe o que está excluído, ainda não sabe exatamente o que está contratando.

4. Confundir o seguro do condomínio com o seguro do apartamento

Mora em apartamento? Então vale atenção. O condomínio pode ter um seguro próprio.

Mas isso não significa que todos os seus bens e riscos dentro do apartamento estejam protegidos.

Por isso, verifique: o que o seguro do condomínio cobre?

E depois: o que ainda precisa ser protegido individualmente?

Vale ressaltar que essa análise ajuda a evitar tanto a falta de proteção quanto a contratação de coberturas desnecessárias.

5. Não verificar a franquia

Outro ponto que costuma passar despercebido é a franquia.

Dependendo da cobertura contratada, pode existir uma parcela do prejuízo que fica sob responsabilidade do segurado.

Por isso, não compare apenas: “Quanto custa esse seguro?” Além disso, compare também: “Quanto eu teria que pagar se precisasse acionar essa cobertura?”

Uma proposta aparentemente barata pode ter condições menos interessantes em determinadas situações.

6. Ignorar os riscos da região onde você mora

A localização do imóvel também importa. Se você mora em uma região com histórico de:

  • alagamentos;
  • chuvas intensas;
  • vendavais;
  • granizo;
  • outros eventos climáticos;

vale verificar se as coberturas relacionadas estão disponíveis e, principalmente, se estão incluídas na sua apólice.

Esse cuidado ganhou ainda mais importância diante da frequência de eventos climáticos extremos no Brasil.

Segundo o Cemaden, o país vem registrando aumento na ocorrência de eventos extremos associados a chuvas intensas e seus impactos.

Então, isso não significa contratar todas as coberturas possíveis.

Significa proteger sua casa contra os riscos que realmente fazem sentido para onde você mora.

7. Ignorar a assistência residencial

A princípio, o seguro residencial não precisa servir apenas para situações de grande prejuízo. Algumas apólices também oferecem serviços de assistência.

Entre eles, podem estar:

  • chaveiro;
  • eletricista;
  • encanador;
  • serviços hidráulicos;
  • limpeza de caixa d’água;
  • outros serviços previstos no contrato.

A Susep destaca a existência dessas assistências nos seguros residenciais.

Mas existe um detalhe importante: assistência não substitui cobertura.

Uma apólice pode oferecer vários serviços úteis e, ainda assim, não proteger você contra um risco importante para o seu imóvel.

Quais coberturas analisar no seguro residencial?

A resposta depende do imóvel e dos riscos aos quais ele está exposto. Entre as coberturas que podem aparecer em um seguro residencial estão:

Incêndio

É uma das coberturas mais importantes para analisar.

Mas não presuma que qualquer ocorrência relacionada ao fogo estará automaticamente coberta.

Confira as condições específicas da apólice.

Danos elétricos

Pode ser especialmente interessante para quem possui muitos aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos.

Antes de contratar, confira:

  • limite de indenização;
  • franquia;
  • equipamentos abrangidos;
  • eventos cobertos;
  • exclusões.

Roubo e furto

Leia atentamente as condições.

As definições e regras podem variar conforme o produto.

Também verifique quais bens estão protegidos e quais são os limites de indenização.

Alagamento e eventos climáticos

Essa cobertura merece atenção de quem vive em regiões com maior exposição a chuvas fortes e alagamentos.

Mas atenção: não basta a seguradora oferecer a cobertura.

Ela precisa estar contratada na sua apólice.

Responsabilidade civil familiar

Essa cobertura pode proteger o segurado em determinadas situações envolvendo danos causados a terceiros, conforme as condições contratadas.

Para quem mora em apartamento, por exemplo, pode ser uma proteção interessante para situações que afetem outros moradores ou unidades.

Como saber qual é o melhor seguro residencial?

A melhor escolha depende principalmente de três pontos:

  • 1. O que você precisa proteger;
  • 2. Quais riscos existem na sua região;
  • 3. Quanto cabe no seu orçamento.

Uma forma prática de analisar é esta:

CritérioPergunta
CoberturaProtege os principais riscos?
LimiteO valor seria suficiente?
ExclusõesExiste alguma exclusão importante?
FranquiaConsigo arcar com ela?
AssistênciaOs serviços são úteis para mim?
SeguradoraTenho canais de atendimento adequados?
PreçoCabe no meu orçamento?

Essa é uma análise mais completa do que simplesmente perguntar: “Qual seguro residencial é mais barato?”

Opinião do autor

Quando alguém pergunta qual melhor seguro residencial, minha primeira resposta não seria indicar uma seguradora.

Eu começaria pela casa. Quais são os riscos?; O que você precisa proteger?; Quanto valem seus principais bens?

E quanto você consegue pagar sem comprometer o orçamento?

Só depois eu compararia as opções disponíveis.

Minha ordem de análise seria: coberturas → limites → exclusões → franquia → assistência → seguradora → preço.

Se, depois disso, o seguro mais barato continuar sendo o mais adequado, melhor ainda.

Mas não escolha uma apólice apenas porque ela custa menos.

O melhor seguro residencial é aquele que oferece a proteção adequada para a sua realidade, sem pesar desnecessariamente no bolso.

Juliana Raquel
Escrito por

Juliana Raquel

Me chamo Juliana Alves e sou redatora há mais de 9 anos, além de apaixonada pela escrita. Sou formada em Jornalismo e pós-graduada em Marketing Digital e Storytelling. Ao longo da minha carreira, escrevo para ajudar pessoas a entenderem, de forma simples e clara, os mais variados assuntos.

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